Programa do Curso
Fevereiro
Dia
24 (Aula 1) - Apresentação e construção coletiva do curso
a)
Apresentação da professora;
b)
Apresentação dos alunos e das alunas;
c)
Apresentação da proposta do curso, ementa e objetivos
c)
Construção do curso a partir da identidade dos(as) alunos(as), individual e
coletiva.
d)
Sistematização de quem são os estudantes da turma do curso ( idade, gênero,
étnico-racial e políticas educacionais que vivenciaram).
e)
Solicitar aos alunos e as alunas que levantem individualmente temas e questões
que gostariam de estudar no curso.
c)
Selecionar com a turma um filme para ser assistido na próxima aula. O filme
escolhido foi “Adeus Meninos”.
Março
Dia 03 (Aula - 2)–
Cinema e infância
Pergunta freireana
O que a infância nos ensina sobre justiça, dignidade e
direito à educação?
Apresentação
e debate de um filme: “Filhos do Paraíso”
Filhos
do Paraíso, publicado em Cinema por Ana Vasconcelos Negrelli
A
cumplicidade entre irmãos é algo simplesmente extraordinário. Pessoas que desde
cedo estão unidas, não apenas por laços de sangue, mas também por sentimentos
de amizade, carinho, cuidado e proteção. É sobre esse amor que fala o belíssimo
filme "Filhos do Paraíso".
O
que falar para a sua irmã de seis anos que espera de meias o seu único par de
sapatos? O que falar para os seus pais que não podem comprar outro? Assim
começa a saga de Ali e Zahra.
Na
tentativa de escapar da punição do pai e, ainda, preocupado com a situação de
Zahra, Ali traça um plano com a irmã: eles vão revezar, sem contar a ninguém, o
único par de sapatos disponível: o tênis sujo e muito velho de Ali.
Durante
todo o filme, vemos um Ali triste, preocupado e angustiado, que não segura as
lágrimas diante das suas limitações, mas que também não perde a determinação em
solucionar o problema sem ter que envolver o pai. Zahra mantém vivo o seu lado
infantil. Em alguns momentos, despreocupada e sonhadora, ela acredita num final
feliz. É a única que faz o irmão rir. Por meio dos seus olhos, o diretor Majid
Majidi nos mostra a esperança.
Já
o patriarca da família é mostrado como um homem bastante religioso e honesto, o
que fica evidente em vários momentos do filme. Apesar de rude, também é nítida
a preocupação dele com a esposa e os filhos.
A
história mostra um lar com muito amor, respeito, disciplina e honestidade, o
que nos faz entender que os valores familiares foram repassados para as
crianças desde cedo. A valorização da honestidade, independente das
dificuldades, é destacada na película. E assim, sem o pai desconfiar de nada,
surge uma oportunidade para Ali solucionar o problema. Uma competição entre
escolas em que o prêmio para o terceiro lugar é um par de sapatos. Mesmo com o
tênis velho, que não proporciona a Ali condições de competir de igual com as
outras crianças, ele consegue se inscrever na corrida. E quando chega o dia,
ele corre, corre e corre...
A
cena da corrida é muito emocionante, mas não é o final do filme, nem o desfecho
é tão previsível assim. Se Ali ganha a corrida ou não, consegue o par de
sapatos ou não, é o que menos importa nesse filme, porque, quando os créditos
sobem na tela, descobrimos que os premiados somos nós, os espectadores, pela
oportunidade de assistir um dos filmes mais belos do cinema.
Em
“Filhos do Paraíso” podemos ver claramente, em seus personagens, o amor e a
cumplicidade. E neste ponto o filme chama a atenção e nos faz refletir. O que
seria do amor sem a cumplicidade? Saint-Exupéry afirmava: “Amar não é olhar um
para o outro, é olhar juntos na mesma direção”. A cumplicidade é essencial para
fortalecer as relações, mas envolve esforço, confiança, companheirismo e apoio
nas decisões a serem tomadas. Quando existe entre irmãos é algo extraordinário,
simplesmente porque são almas que coexistem desde a idade mais tenra. Nem toda
relação entre irmãos é de cumplicidade, nem toda relação entre irmãos é de
amor, mas ao escrever sobre "Filhos do Paraíso" só há espaço para
falar daqueles irmãos que são unidos por sentimentos de amizade, de amor, de
carinho, de cuidado e de proteção.
Os
irmãos que crescem juntos, tornam-se testemunhas da vida um do outro. Não há
como esconder o passado de um irmão, nem as dores do crescimento, nem as
alegrias, nem os sonhos que um dia existiram. Quem tem irmão sempre terá alguém
para lembrar a criança que um dia fomos. Segundo a escritora Tati Bernardi:
"Ter um irmão é ter, para sempre, uma infância lembrada com segurança em
outro coração..."
As
experiências compartilhadas tornam possível para um irmão desvendar o adulto
que o outro se tornou. Quando compreendemos uma pessoa é mais fácil lidarmos
com ela. É mais fácil entender suas atitudes, perdoar suas falhas e torcer por
seus sonhos. Esse é o papel que todo irmão deveria desempenhar na vida do
outro.
Em
"Filhos do Paraíso" observamos que as palavras são desnecessárias,
pois a simples troca de olhares basta para que os irmãos se entendam.
Felizes
os que dividem tal cumplicidade, pois se tornam companheiros de uma vida
inteira.
No
filme Zahra poderia simplesmente contar aos pais que Ali perdeu o seu par de
sapatos, mas não o fez. Optou pelo caminho mais difícil naquele momento, mas
ganhou no final: fortaleceu sua ligação de amor, confiança e companheirismo com
o irmão. E assim é na vida, muitas vezes precisamos escolher o caminho mais
difícil para fortalecer os laços com quem amamos.
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Bibliografia
ROURE,
Glacy Queiros de; GUIA SILVA, Neisi Maria. Filhos do paraíso: a ética no mundo
infantil. Polyphonía, v.28/1, jan-jun, 2017. Pg183-198.
https://www.revistas.ufg.br/sv/article/view/43458/21735
Dia 10 (Aula - 3) -
História da educação como campo de estudo
Pergunta freireana
Por que conhecer a história da educação nos ajuda a
compreender a escola que temos hoje?
a)
Bibliografia Geral do curso:
HILSDORF,
M.L. História da Educação Brasileira: leituras. São Paulo: Thomson, 2003.
FREITAS,
Marcos Cézar de; BICCAS, Maurilane de S. História Social da Educação Brasileira
(1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009. (Biblioteca Básica da História da
Educação Brasileira)
b)
Metodologia do curso:
1)
Trabalho em grupo; exposição coletiva dos estudantes; aula expositiva
dialogada.
2)
Utilização de textos, slides, filmes e documentários;
c)
Avaliação do curso:
1)
Entregar (3) ideias interessantes de textos, filmes, documentários que estão no
programa de curso. Para cada uma das aulas escolha uma indicação da
bibliografia. (Atividade Individual 1)
Enviar
para o email: msbiccas@usp.br
c)
Trabalho final: escolher um filme indicado, a partir do roteiro
disponibilizado, produzir uma reflexão utilizando a bibliografia do curso.
d) Temáticas de interesse
levantadas pelos estudantes. Sistematização das respostas em grandes eixos
temáticos de História da Educação.
Dia 17 (Aula 4) - Unidade I - Sujeitos da Educação
Direito à educação
Música - Apesar de Você
– Chico Buarque
Pergunta freireana
Quem teve direito à escola ao longo da história
brasileira e quem foi excluído desse direito?
Bibliografia
a) BAIA
HORTA, José Silvério. Direito à educação e obrigatoriedade escolar. Cadernos
de Pesquisa, n.104, 1998. https://www.dropbox.com/s/1ev7m8mmyri2v1s/baia_horta_direito_obrigatoriedade.pdf?dl=0
b) FREITAS,
Marcos Cezar & BICCAS, Maurilane de Souza. Introdução. In: História
Social da Educação no Brasil (1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009. https://www.dropbox.com/s/v39w198m5mf7nxi/biccas_freitas_NEW.pdf?dl=0
c) O
direito à educação no Brasil: histórico e impasses. Entrevista com Carlos Jamil
Cury. https://www.youtube.com/watch?v=TvHBY32vYuE&ab_channel=GEPPFOR
•
Atividade:
Escolha um dos textos e elabore 3 ideias interessantes. (Atividade
individual 2)
Dia 25 - Não teve aula
Dia 31 – Semana santa –
Não teve aula
Abril
Dia 07 (Aula 5) - Dia Educação indígena
Música - Todo Dia Era
Dia de Índio – Jorge Ben Jor
Pergunta freireana
A escola foi instrumento de emancipação ou de
dominação dos povos indígenas?
Bibliografia
a)
HILSDORF, Maria Lúcia Spedo. Os jesuítas, catequese e colonização. In. _______.
História da Educação Brasileira: Leituras. São Paulo: Pioneira Thompson
Learning, 2003, p. 3-12.
https://www.dropbox.com/s/pdy1kr5uss2o9kf/HILSDORF_JESUITAS_NEW.pdf?dl=0
b)
COHN, Clarice. Educação escolar indígena: para uma discussão de cultura,
criança e cidadania ativa. Perspectiva, Florianópolis, v. 23, n. 02, p.
485-515, jul./dez. 2005
https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/view/9804
c)
Vídeo: Educação Escolar Indígena 18 de nov. de 2010
https://www.youtube.com/watch?v=cWUZCJQZlRw
•
Atividade: Escolha o texto. Elabore 3 ideias interessantes. (Atividade
individual 3)
Dia
14 (Aula 6) - Tema 3 – Educação do negro
Atividade 1 - Música de abertura
A carne – Elza Soares
Justificativa da música
A
canção denuncia a violência racial estrutural, permitindo discutir racismo,
exclusão e permanência das desigualdades educacionais.
A
música “A Carne” explicita de forma contundente as desigualdades raciais
estruturais na sociedade brasileira, evidenciando a condição histórica de
exploração e marginalização da população negra. Ao afirmar que “a carne mais
barata do mercado é a carne negra”, a canção sintetiza processos históricos que
dialogam diretamente com os textos da aula, que abordam a escolarização da
população negra, suas exclusões e estratégias de acesso à educação.
A
escolha da música permite introduzir a discussão sobre a educação do negro não
apenas como um tema do passado, mas como uma questão histórica que se prolonga
no presente, marcada por desigualdades persistentes. Além disso, contribui para
problematizar o papel da escola na reprodução ou no enfrentamento do racismo,
articulando história, memória e experiência social.
Pergunta freireana
De
que maneira a escola participou — e ainda participa — da produção das
desigualdades raciais no Brasil, e como pode se tornar um espaço de
enfrentamento dessas desigualdades?
Bibliografia
básica:
a)
SILVA, Adriana Maria Paulo da. A escola de Pretextato dos Passos e Silva:
questões a respeito das práticas de escolarização no mundo escravista. In:
Revista Brasileira de História da Educação. N° 4, jul/dez 2002. https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rbhe/article/view/38726
b)
BARROS, Surya Aaronovich Pombo. Discutindo a escolarização da população negra
em São Paulo entre o final do século XIX e início do século XX. Brasília: MEC,
2005. https://www.dropbox.com/s/hwp083kh4tt8nw9/EDUCACAO_NEGRO_UNESCO.pdf?dl=0
c)
GOMES, Lino Nilma. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações
raciais no Brasil: uma breve discussão.
https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2017/03/Alguns-termos-e-conceitos-presentes-no-debate-sobre-Rela%C3%A7%C3%B5es-Raciais-no-Brasil-uma-breve-discuss%C3%A3o.pdf
d)
Documentário: Tempo e História - Luiz Gama https://www.youtube.com/watch?v=oWMIsr2Tckk&ab_channel=TempoHist%C3%B3ria
e)
Entrevista – Profa. Dra. Nilma Lino Gomes – CULTNE - Histórias do Pós-Abolição
- Nilma Lino Gomes – UFMG.
Pedagoga, tornou-se a primeira mulher negra do
Brasil a comandar uma universidade pública federal, ao ser nomeada reitora da
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB),
em 2013. Tem se posicionado, frequentemente, na luta contra o racismo no
Brasil. Em 2 de outubro de 2015 foi nomeada pela presidente Dilma Rousseff para
ocupar o novo Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos
Humanos, que uniu as secretarias de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial, Direitos
Humanos e parte das atribuições da Secretaria-Geral. Permaneceu no cargo até o
dia do afastamento de Dilma pelo Senado Federal. Realizada em 11 de setembro de
2019 - https://www.youtube.com/watch?v=9g2u6v49HY4&ab_channel=CultneAcervo
Atividade
Individual 4
Dia 21 – Feriado -
Tiradentes
Dia 28 (Aula 7) –
Tema 4 - Sujeitos da Educação (professores(as), alunos(as), imigrantes, e etc.)
Música
de abertura - “Diáspora” – Tribalistas
Justificativa
A
música “Diáspora” aborda os deslocamentos humanos, os sentimentos de
pertencimento e desenraizamento e a construção de identidades em trânsito. Ao
tratar da experiência de viver entre lugares, culturas e fronteiras, a canção
permite introduzir a discussão sobre estudantes migrantes e povos indígenas
como sujeitos historicamente atravessados por processos de deslocamento —
forçados ou voluntários — e por disputas em torno do reconhecimento de suas
culturas e modos de vida.
No
contexto da aula, a música dialoga com os textos propostos ao evidenciar que a
escola não é um espaço neutro, mas um lugar onde se produzem tensões entre
inclusão e exclusão, reconhecimento e silenciamento. Assim, a canção contribui
para sensibilizar os estudantes e abrir a reflexão sobre as experiências de
mobilidade, identidade e desigualdade no espaço escolar.
Pergunta
freireana
Como
a escola tem lidado com as diferenças culturais e experiências de deslocamento:
reconhecendo esses sujeitos ou tentando enquadrá-los em um modelo único de
educação?
a) Atividade: Assistir ao
filme “Entre os Muros da Escola"
Sinopse
-
O filme “Entre os muros da escola” retrata o ambiente escolar na sua
totalidade, uma escola francesa, onde em uma sala de aula com alunos entre 13 e
15 anos, adolescentes com suas questões, esse grupo é composto por negros
africanos, latino-americanos, asiáticos e franceses.
O
professor François Marin, interpretado por François Bégauden, que é também
autor do livro de mesmo nome do filme, tem como meta fazer com que os alunos,
além de aprenderem o idioma pátrio francês, assumam uma postura de turma
homogênea, tarefa quase impossível dado a diferenças dos alunos no que diz
respeito à multiplicidade comportamental da classe, pela formação cultural,
econômica e, sobretudo racial.
Ele
chama a atenção dos alunos para participação do processo ensino/ aprendizagem,
mostrar que eles estão realmente aprendendo. Nos conselhos escolares, busca
valorizar o que cada aluno tem de bom, procurando entender também o que leva ou
levou o aluno ao ato de indisciplina (caso do Soyleumane).
No
Conselho de Classe os professores discutem sobre o desempenho dos alunos,
avaliando os mesmos, e fazem um planejamento. O conselho conta com participação
de duas integrantes da turma, supostamente para ajudar, mas não é isso que
acontece, pois elas dão muitas risadas, tirando a atenção dos professores.
O
filme francês se destaca para nós brasileiros com um problema bem pessoal de
países que recebem imigrantes seja pelo xenofobismo exacerbado, contra
imigrantes ou contra pessoas vindas de ex-colônias, um caso isolado é o do
estudante e de origem chinesa que tem certa aceitação por parte da escola pelo
esforço de aprender a língua francesa e o drama da deportação da família por
estarem ilegais no país e os professores temem pela perda do aluno, tentando
ajudá-lo.
O
filme tem muitos pontos de contato com a realidade brasileira, cito: O conflito
entre professores e alunos, a agressividade dos educandos, a falta de interesse
dos mesmos em relação aos estudos e a não obediência ao educador; com o
conflito do professor que para impor sua autoridade leva um aluno (Soyleumane)
ao Conselho de Disciplina, mesmo sabedor de que este ato será irreversível e
provocará a expulsão dele e sua entrada na marginalidade social.
Essa
realidade nos leva a repensar sobre o papel da influência do professor no
presente e futuro dos alunos, e que devemos sempre nos manter em equilíbrio e
servirmos de bom exemplo e de guia para nossos alunos, mesmo que não sejamos
recompensados por isso.
Atila
Raphael e Arindo Siston Junior
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|
Bibliografia
básica:
1)DAYRELL,
João Guilherme. Entre os muros da escola: exílio, multiculturalismo e zonas de
contato. Interdisciplinar. Ano 5, v. 10, jan-jun de 2010, p. 405-416. https://seer.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/1281
Atividade:
elabore 3 ideias interessantes retiradas do texto ou do filme. (Atividade
individual 5)
Maio
Dia 05 (Aula - 8) – Tema
5 – Mulheres na Educação e a História da Formação no magistério
Bibliografia
básica:
a)
VILLELA, Heloísa. O mestre escola e a professora. In: LOPES, Eliane Marta
Teixeira; FARIA FILHO, Luciano Mendes; VEIGA, Cynthia Greive (Orgs.). 500 anos
de Educação no Brasil. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2000. https://www.dropbox.com/s/9386hn994kbf1fd/O%20mestre-escola%20e%20a%20professora.pdf?dl=0
b)
BRUSCHINI, Maria
Cristina Aranha; AMADO, Tina.
Estudos sobre mulher e educação: algumas questões sobre o magistério. Cadernos
de Pesquisa [online]. 1988, n.64, pp.4-13. http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S0100-15741988000100001&script=sci_abstract
c)
NUNES, Míghian Danae Ferreira. Histórias de ébano: professoras negras de
educação infantil da cidade de São Paulo. Dissertação de Mestrado. USP, 2012.
https://www.dropbox.com/s/b1mn4sn26x7rnsq/MighianDanaeFerreiraNunes.pdf?dl=0
d)
BARRETTO, Elba Siqueira de Sá. Políticas de formação docente para a educação
básica no Brasil: embates contemporâneos. Revista Brasileira Educação.
(online). 2015, vol.20, n.62, pp.679-701.
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S141324782015000300679&script=sci_abstract&tlng=es
e)
LAPO, Flavinês Rebolo e BUENO, Belmira Oliveira. Professores, desencanto com a
profissão e abandono do magistério. Cadernos de Pesquisa, mar. 2003, no.118,
p.65-88. www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n118/16830.pdf
•
Atividade: Escolha o texto e ou vídeo. Elabore 3 ideias interessantes.
(Atividade individual 6)
Dia 12 (Aula 9) - Tema 6
- Educação Inclusiva
Bibliografia
Básica:
1)PAIVA,
Cavalcante Marinho; BENDASSOLLI, Pedro F. Políticas sociais de inclusão para
pessoas com deficência social. Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 23, n.
1, p. 418-429, jan. 2017.
http://periodicos.pucminas.br/index.php/psicologiaemrevista/article/view/16701
2)
NASCIMENTO, Suzete Viana. Políticas públicas para educação especial na
perspectiva da educação inclusiva no Brasil.
https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/17827_7668.pdf
3)
Vídeo – As Cores da Flores.
www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=s6NNOeiQpPM
A
seguir, confira sete sites de instituições que visam orientar, na prática,
professores e pais sobre a inclusão no ambiente escolar.
4)
Sites: a) – Autismo e Realidade - A ONG foi fundada em 2010, por pais e
educadores, para difundir informações e eliminar preconceitos acerca do
autismo. Aos professores, o site oferece manuais gratuitos para a adaptação das
crianças do espectro autista à escola e para uma educação individualizada. Já
para os pais, há cartilhas que preparam a criança para a vida escolar e para
situações como o retorno às aulas; b) – Movimento Down - Aprendizado em um
ritmo mais lento e a dificuldade de concentração podem ser dificuldades
apresentadas pelos estudantes com síndrome de Down, durante a vida escolar. O
projeto oferece uma seção de dicas para pais e educadores com sugestões para
facilitar a aprendizagem de pessoas com deficiência intelectual em diferentes
etapas da vida escolar, como Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino
Médio; c) – Projeto Diversa - “Educação inclusiva na prática” é o tema do
Projeto Diversa. A organização disponibiliza gratuitamente em seu site estudos
de caso, vídeos, relatos de educadores, artigos, notícias, e-books, entre
outros materiais de referência; d) – Centro de Apoio a Professores com Alunos
Inclusivos (CAPAI) - O CAPAI foi fundado pelo educador Emílio Figueira que, por
conta da paralisia cerebral adquirida durante o nascimento, tem problemas de
fala e movimento. A iniciativa reúne perguntas e repostas para professores
sobre o tema, um curso online de formação de professores, além de materiais
gratuitos e e-books; e) – Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) -
A ABDA é uma associação de pacientes com o objetivo de disseminar informações
sobre o Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). Para os
professores, o site da instituição oferece estratégias a serem adotadas em sala
de aula para melhorar a atenção dos alunos e diminuir os prejuízos decorrentes
de comportamentos hiperativos, facilitando a aprendizagem por tabela; f) –
Apae-Bauru - A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) da cidade de
Bauru (SP) participou da elaboração da cartilha “Tecnologia Assistiva nas
escolas”. O documento oferece sugestões e diretrizes de estimulação sensorial,
lazer e recreação, comunicação alternativa, recursos pedagógicos, mobiliário e
até transporte escolar; g) – Unicef – Projeto Incluir Brincando - O Fundo das
Nações Unidas para a Infância (Unicef) apoiou a elaboração da Coleção Incluir
Brincando. Ela reúne materiais destinados aos profissionais que trabalham na
Educação Infantil com os temas desenvolvimento inclusivo, brincar e infância. O
projeto agrega referenciais teóricos e práticos para promover o desenvolvimento
integral das crianças por meio de atividades lúdicas.
•
Atividade: Escolha o texto, vídeo, sites. Elabore 3 ideias interessantes.
(Atividade individual 7)
Dia
18 (Aula 10) – Unidade II - O lugar da escola na sociedade brasileira.
Tema 1 - Escola Nova, Estado Novo e
Reforma Capanema: educação e projeto de nação
Atividade 1 - Música de abertura - Aquarela
do Brasil – Ary Barroso
Justificativa da música
Símbolo do nacionalismo cultural varguista, ajuda a
discutir a articulação entre cultura, identidade nacional e projeto educacional
centralizador.
Pergunta freireana
A educação pode construir uma nação sem silenciar as
diferenças sociais, regionais e culturais?
Bibliografia
a) CARVALHO, Marta Maria Chagas. Notas para
reavaliação do movimento educacional brasileiro (1920-1930). Cadernos de
Pesquisa Fundação Carlos Chagas, n. 66, 1988. http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/1201/1207
b) VIDAL, Diana. 80 anos do Manifesto dos Pioneiros da
Educação Nova: questões para debate. Educação e Pesquisa 39 (3), 2013. https://www.scielo.br/j/ep/a/L9NXYsJMYvyRSvPfPxZRgSq/?format=html&lang=pt
c) MONTALVÃO, Sérgio de Sousa. Gustavo Capanema e o
Ensino Secundário no Brasil: a invenção de um legado. Revista História da
Educação (Online), 2021, v. 25 https://www.scielo.br/j/heduc/a/Y9mMQd66DF8Gdr8NpwRbBhB/?lang=pt
d) Video: Lourenço Filho, Anísio Teixeira e
Fernando de Azevedo Por Diana Vidal. https://www.youtube.com/watch?time_continue=1578&v=Up6x4qO0qdI&feature=emb_title
Atividade:
Elaborar 3 ideias interessantes retiradas do texto ou do vídeo. (Atividade
individual 8);
Dia 26 (Aula - 11) – Trabalho
Final e Tema 2 - Reforma Capanema Educação e na Ditadura Militar Brasileira,
Lei 5692/71
1) Trabalho
Final
Para a finalização da disciplina
Introdução aos Estudos da Educação: enfoque histórico, apresento uma lista de
filmes como referência para realizar o trabalho final.
Observem
que os filmes abordam de forma direta e ou indireta alguns aspectos dos temas
que compõem o programa do curso e ou foram discutidos na sala de aula. A partir
da lista elaborada:
1) Selecionem um dos filmes;
2) Eles podem ser encontrados, na sua
grande maioria no youtube, ou em plataformas de streaming;
3) Elaborem uma sinopse geral do filme,
apresentando: o título, diretor, produção (país), ano, temática e os principais
atores e atrizes;
4) Façam uma análise do filme sobre algum
aspecto ou dimensão que avaliarem como relevante para produzirem uma análise
utilizando a bibliografia do curso;
5) Sintam-se livres para escrever o que
considerem pertinente de acordo com as temáticas e discussões realizadas no
curso;
6) O trabalho deve ter no mínimo 4 páginas
e no máximo 10 páginas
2) Música de abertura
“Cálice” – Chico Buarque
(em parceria com Gilberto Gil)
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Justificativa
A
música “Cálice” constitui uma das expressões mais emblemáticas da crítica ao
regime militar brasileiro, marcada pela censura, pela repressão e pelo
silenciamento das vozes dissidentes. A própria construção da canção — que joga
com o duplo sentido entre “cálice” e “cale-se” — revela os mecanismos de
controle da palavra e da expressão durante a ditadura.
Ao
ser utilizada como abertura da aula, a música permite introduzir o debate sobre
o período autoritário não apenas em termos políticos, mas também culturais e
educacionais, evidenciando como o controle social se estendia para diferentes
esferas da vida, incluindo a escola. Nesse sentido, dialoga diretamente com as
reformas educacionais analisadas na bibliografia, como a Reforma Capanema e a
Lei 5.692/71, que, embora inseridas em contextos distintos, expressam projetos
de organização da educação vinculados a interesses políticos, econômicos e
ideológicos.
A
canção contribui, portanto, para sensibilizar os estudantes quanto ao caráter
não neutro da educação, evidenciando que, em contextos autoritários, a escola
pode atuar como espaço de disciplinamento, formação de mão de obra e reprodução
de determinadas visões de mundo, ao mesmo tempo em que pode também se
constituir como espaço de resistência e crítica.
Pergunta freireana
Que tipo de sujeito a escola buscou
formar nos períodos do Estado Novo e da ditadura militar — e a serviço de qual
projeto de sociedade?
Bibliografia básica:
a)
BOMENY, Helena M. B. Três decretos e um ministério: a propósito da educação no
Estado Novo . In.: PANDOLFI, Dulce (Org.) Repensando o Estado Novo. Rio
de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 1999. P-137-166. http://cpdoc.fgv.br/producao_intelectual/arq/142.pdf#page=129
b)
FILHO, João Cardoso Palma. A Educação Brasileira no Período de 1930 a 1960: a
Era Vargas. UNIVESP-SP
https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/107/3/01d06t05.pdf
c)BOUTIN,
Aldamira Catarina Brito Delabona; CAMARGO, Carla Roseane Sales. A Educação na
ditadura militar e as estratégias reformistas em favor do capital. EDUCERE,
outubro de 2015. https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/18721_8156.pdf
d)CUNHA,
Luiz Antonio. O legado da ditadura para a educação brasileira. Educação e
Sociedade. Campinas, v. 35, n. 127, p. 357-377, abr.-jun. 2014.
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010173302014000200002&script=sci_arttext&tlng=pt
e)
Documentário: 1964 O Golpe – é a primeira reportagem da série 1964 e trata do
golpe civil militar propriamente dito com a ajuda de pesquisadores Jorge
Ferreira (UFF), Carlos Fico (UFRJ), Luiz Moniz Bandeira (Universidade de
Heidelberg) e João Roberto Martins Filho (UFSCAR), a UNIVESP TV conta como
foram os meses finais do governo João Goulart (1961-1964), culminando na
deposição que levou o país a uma ditadura de 21 anos. Qual Brasil coube Goulart
governar? Quais foram os fatos que levaram ao golpe? Por que o presidente não
resistiu? Essas são as perguntas que a reportagem tenta responder.
https://www.youtube.com/watch?v=EVwlepPYp_o
•
Atividade: Escolha o texto e ou vídeo. Elabore 3 ideias interessantes.
(Atividade individual 10)
Junho
Dia
2 (Aula 12) - Tema 3 – Paulo Freire,
Movimentos populares de Educação de Jovens e Adultos
Bibliografia
Básica
a)
BICCAS, Maurilane de S; SENE, Vinicius. As políticas governamentais para a
formação de professores para a alfabetização de jovens e adultos na ditadura
militar (1964-1985). Revista História Educação. 2026, v. 30.
https://mail.google.com/mail/u/0/?ogbl#inbox/FMfcgzQgLFrBgskRXCNXKLSzXLXqhqjr?projector=1&messagePartId=0.1
b)
FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança. Um reencontro com a Pedagogia
do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, p. 15-82; p. 105-181.
https://cpers.com.br/wp-content/uploads/2019/09/10.-Pedagogia-da-Esperan%C3%A7a.pdf
c)
ARROYO, Miguel G. Paulo Freire: outro paradigma? Paulo Freire: outro paradigma
pedagógico? Educação em Revista. Belo Horizonte. Dossiê – Paulo Freire:
O Legado Global. v.35. 2019
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-46982019000100202&script=sci_abstract&tlng=fr
d)
Vídeo – Paulo Freire: série Maestros da América Latina. Educacion CTERA
https://educacion.ctera.org.ar/serie-maestros/
•
Atividade: Escolha o texto e ou vídeo. Elabore 3 ideias interessantes.
(Atividade individual 11)
Dia
09 (Aula - 13) – Tema 4 – Políticas Neoliberais para a educação brasileira
Bibliografia
básica:
a)
LOPES, Ediane Carolina Peixoto Marques; CAPRIO, Marina. As influências do
modelo neoliberal na educação.
https://www.fclar.unesp.br/Home/Departamentos/CienciasdaEducacao/RevistaEletronica/edi5_artigoedianelopes.pdf
b)
MAUÉS, Olgaíses Cabral. Reformas internacionais da educação e formação de
professores. Caderno de Pesquisa No. 118, Mar 2003.
https://www.scielo.br/j/cp/a/R7cbbYVF3RwC5wn3vBp4Ndw/abstract/?lang=pt
c)
Vídeo – Neoliberalismo na Educação.
https://www.youtube.com/watch?v=gx-gtRTifk4&ab_channel=LaraKeyla
Atividade:
Elaborar 3 ideias interessantes retiradas dos textos e vídeo. (Atividade
individual 12)
Dia
16 (Aula 14) - Tema 5 - Reformas Educacionais do Século XXI: movimentos sociais
e os novos sujeitos da educação
Bibliografia
básica:
a)
OLIVEIRA, Dalila Andrade. As políticas educacionais no governo Lula: rupturas e
permanências. RBPAE – v.25, n.2, p.
197-209, mai./ago. 2009. https://seer.ufrgs.br/rbpae/article/view/19491
b)
FRIGOTTO, Gaudêncio; Ciavatta, MARIA; RAMOS, Marise. A Politica de Educação
Profissional no Governo Lula: um percurso histórico convertido. Educação &
Sociedade, Campinas, vol. 26, n. 92, p. 1087-1113, Especial - Out. 2005
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0101-73302005000300017&script=sci_arttext
Atividade:
Elaborar 3 ideias interessantes retiradas dos textos. (Atividade individual 13)
Dia 23(Aula – 15) – Seminário
de Apresentação e Entrega do trabalho final.
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