Programa do Curso

 Fevereiro

Dia 24 (Aula 1) - Apresentação e construção coletiva do curso

a) Apresentação da professora;

b) Apresentação dos alunos e das alunas;

c) Apresentação da proposta do curso, ementa e objetivos

c) Construção do curso a partir da identidade dos(as) alunos(as), individual e coletiva.

d) Sistematização de quem são os estudantes da turma do curso ( idade, gênero, étnico-racial e políticas educacionais que vivenciaram).

e) Solicitar aos alunos e as alunas que levantem individualmente temas e questões que gostariam de estudar no curso.

c) Selecionar com a turma um filme para ser assistido na próxima aula. O filme escolhido foi “Adeus Meninos”.

Março

Dia 03 (Aula - 2)Cinema e infância

Pergunta freireana

O que a infância nos ensina sobre justiça, dignidade e direito à educação?

Apresentação e debate de um filme: “Filhos do Paraíso”

Filhos do Paraíso, publicado em Cinema por Ana Vasconcelos Negrelli

A cumplicidade entre irmãos é algo simplesmente extraordinário. Pessoas que desde cedo estão unidas, não apenas por laços de sangue, mas também por sentimentos de amizade, carinho, cuidado e proteção. É sobre esse amor que fala o belíssimo filme "Filhos do Paraíso".

 

 O premiado filme iraniano “Filhos do Paraíso”, dirigido por Majid Majidi, nos conta a história de dois irmãos, Ali e Zahra, provenientes de uma família humilde de Teerã. Ali, um garoto de nove anos, numa atuação cativante de Amir Farrokh Hashemian, leva ao sapateiro o par de sapatos velho da sua irmã mais nova Zahra para reparos, mas o perde no caminho de casa. O detalhe: o sapatinho perdido é o único de Zahra.

O que falar para a sua irmã de seis anos que espera de meias o seu único par de sapatos? O que falar para os seus pais que não podem comprar outro? Assim começa a saga de Ali e Zahra.

Na tentativa de escapar da punição do pai e, ainda, preocupado com a situação de Zahra, Ali traça um plano com a irmã: eles vão revezar, sem contar a ninguém, o único par de sapatos disponível: o tênis sujo e muito velho de Ali.

 A cumplicidade das duas crianças é evidente no filme, pois mesmo muito triste Zahra aceita a proposta de Ali. Ela ama e confia no irmão. Então, Zahra passa a usar o tênis de manhã e o devolve ao meio-dia para que Ali possa ir às aulas a tarde. A partir daí, os irmãos passam por diversas aventuras. Tudo na tentativa de não revelar a verdade aos seus pais e professores, assistir às aulas e cumprir suas tarefas como se nada tivesse ocorrido.

Durante todo o filme, vemos um Ali triste, preocupado e angustiado, que não segura as lágrimas diante das suas limitações, mas que também não perde a determinação em solucionar o problema sem ter que envolver o pai. Zahra mantém vivo o seu lado infantil. Em alguns momentos, despreocupada e sonhadora, ela acredita num final feliz. É a única que faz o irmão rir. Por meio dos seus olhos, o diretor Majid Majidi nos mostra a esperança.

Já o patriarca da família é mostrado como um homem bastante religioso e honesto, o que fica evidente em vários momentos do filme. Apesar de rude, também é nítida a preocupação dele com a esposa e os filhos.

A história mostra um lar com muito amor, respeito, disciplina e honestidade, o que nos faz entender que os valores familiares foram repassados para as crianças desde cedo. A valorização da honestidade, independente das dificuldades, é destacada na película. E assim, sem o pai desconfiar de nada, surge uma oportunidade para Ali solucionar o problema. Uma competição entre escolas em que o prêmio para o terceiro lugar é um par de sapatos. Mesmo com o tênis velho, que não proporciona a Ali condições de competir de igual com as outras crianças, ele consegue se inscrever na corrida. E quando chega o dia, ele corre, corre e corre...

 Durante a corrida, cansado e com dores, Ali busca em sua memória lembranças do amor e companheirismo da irmã. Ele está empenhado em conseguir o terceiro lugar e, consequentemente, o tão sonhado prêmio: um novo par de sapatos para Zahra.

A cena da corrida é muito emocionante, mas não é o final do filme, nem o desfecho é tão previsível assim. Se Ali ganha a corrida ou não, consegue o par de sapatos ou não, é o que menos importa nesse filme, porque, quando os créditos sobem na tela, descobrimos que os premiados somos nós, os espectadores, pela oportunidade de assistir um dos filmes mais belos do cinema.

Em “Filhos do Paraíso” podemos ver claramente, em seus personagens, o amor e a cumplicidade. E neste ponto o filme chama a atenção e nos faz refletir. O que seria do amor sem a cumplicidade? Saint-Exupéry afirmava: “Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção”. A cumplicidade é essencial para fortalecer as relações, mas envolve esforço, confiança, companheirismo e apoio nas decisões a serem tomadas. Quando existe entre irmãos é algo extraordinário, simplesmente porque são almas que coexistem desde a idade mais tenra. Nem toda relação entre irmãos é de cumplicidade, nem toda relação entre irmãos é de amor, mas ao escrever sobre "Filhos do Paraíso" só há espaço para falar daqueles irmãos que são unidos por sentimentos de amizade, de amor, de carinho, de cuidado e de proteção.

Os irmãos que crescem juntos, tornam-se testemunhas da vida um do outro. Não há como esconder o passado de um irmão, nem as dores do crescimento, nem as alegrias, nem os sonhos que um dia existiram. Quem tem irmão sempre terá alguém para lembrar a criança que um dia fomos. Segundo a escritora Tati Bernardi: "Ter um irmão é ter, para sempre, uma infância lembrada com segurança em outro coração..."

As experiências compartilhadas tornam possível para um irmão desvendar o adulto que o outro se tornou. Quando compreendemos uma pessoa é mais fácil lidarmos com ela. É mais fácil entender suas atitudes, perdoar suas falhas e torcer por seus sonhos. Esse é o papel que todo irmão deveria desempenhar na vida do outro.

Em "Filhos do Paraíso" observamos que as palavras são desnecessárias, pois a simples troca de olhares basta para que os irmãos se entendam.

Felizes os que dividem tal cumplicidade, pois se tornam companheiros de uma vida inteira.

No filme Zahra poderia simplesmente contar aos pais que Ali perdeu o seu par de sapatos, mas não o fez. Optou pelo caminho mais difícil naquele momento, mas ganhou no final: fortaleceu sua ligação de amor, confiança e companheirismo com o irmão. E assim é na vida, muitas vezes precisamos escolher o caminho mais difícil para fortalecer os laços com quem amamos.

© obvious: http://obviousmag.org/cinema_com_asas/2015/filhos-do-paraiso-o-filme-a-extraordinaria-cumplicidade-entre-irmaos.html#ixzz6trYGi2hi

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Bibliografia

ROURE, Glacy Queiros de; GUIA SILVA, Neisi Maria. Filhos do paraíso: a ética no mundo infantil. Polyphonía, v.28/1, jan-jun, 2017. Pg183-198.

https://www.revistas.ufg.br/sv/article/view/43458/21735

Dia 10 (Aula - 3) - História da educação como campo de estudo

Pergunta freireana

Por que conhecer a história da educação nos ajuda a compreender a escola que temos hoje?

a) Bibliografia Geral do curso:

HILSDORF, M.L. História da Educação Brasileira: leituras. São Paulo: Thomson, 2003.

FREITAS, Marcos Cézar de; BICCAS, Maurilane de S. História Social da Educação Brasileira (1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009. (Biblioteca Básica da História da Educação Brasileira)

b) Metodologia do curso:

1) Trabalho em grupo; exposição coletiva dos estudantes; aula expositiva dialogada.

2) Utilização de textos, slides, filmes e documentários;

c) Avaliação do curso:

1) Entregar (3) ideias interessantes de textos, filmes, documentários que estão no programa de curso. Para cada uma das aulas escolha uma indicação da bibliografia. (Atividade Individual 1)

Enviar para o email: msbiccas@usp.br

c) Trabalho final: escolher um filme indicado, a partir do roteiro disponibilizado, produzir uma reflexão utilizando a bibliografia do curso.

d) Temáticas de interesse levantadas pelos estudantes. Sistematização das respostas em grandes eixos temáticos de História da Educação.

Dia 17 (Aula 4)  - Unidade I - Sujeitos da Educação

Direito à educação

Música - Apesar de Você – Chico Buarque

Pergunta freireana

Quem teve direito à escola ao longo da história brasileira e quem foi excluído desse direito?

Bibliografia

a)      BAIA HORTA, José Silvério. Direito à educação e obrigatoriedade escolar. Cadernos de Pesquisa, n.104, 1998. https://www.dropbox.com/s/1ev7m8mmyri2v1s/baia_horta_direito_obrigatoriedade.pdf?dl=0

b)      FREITAS, Marcos Cezar & BICCAS, Maurilane de Souza. Introdução. In: História Social da Educação no Brasil (1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009. https://www.dropbox.com/s/v39w198m5mf7nxi/biccas_freitas_NEW.pdf?dl=0

c)      O direito à educação no Brasil: histórico e impasses. Entrevista com Carlos Jamil Cury. https://www.youtube.com/watch?v=TvHBY32vYuE&ab_channel=GEPPFOR

Atividade: Escolha um dos textos e elabore 3 ideias interessantes. (Atividade individual 2)

Dia 25 - Não teve aula

Dia 31 – Semana santa – Não teve aula

Abril

Dia 07 (Aula 5) - Dia Educação indígena

Música - Todo Dia Era Dia de Índio – Jorge Ben Jor

Pergunta freireana

A escola foi instrumento de emancipação ou de dominação dos povos indígenas?

Bibliografia

a) HILSDORF, Maria Lúcia Spedo. Os jesuítas, catequese e colonização. In. _______. História da Educação Brasileira: Leituras. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2003, p. 3-12. https://www.dropbox.com/s/pdy1kr5uss2o9kf/HILSDORF_JESUITAS_NEW.pdf?dl=0

b) COHN, Clarice. Educação escolar indígena: para uma discussão de cultura, criança e cidadania ativa. Perspectiva, Florianópolis, v. 23, n. 02, p. 485-515, jul./dez. 2005 https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/view/9804

c) Vídeo: Educação Escolar Indígena 18 de nov. de 2010 https://www.youtube.com/watch?v=cWUZCJQZlRw

• Atividade: Escolha o texto. Elabore 3 ideias interessantes. (Atividade individual 3)

Dia 14 (Aula 6) - Tema 3 – Educação do negro

Atividade 1 - Música de abertura

A carne – Elza Soares

Justificativa da música

A canção denuncia a violência racial estrutural, permitindo discutir racismo, exclusão e permanência das desigualdades educacionais.

A música “A Carne” explicita de forma contundente as desigualdades raciais estruturais na sociedade brasileira, evidenciando a condição histórica de exploração e marginalização da população negra. Ao afirmar que “a carne mais barata do mercado é a carne negra”, a canção sintetiza processos históricos que dialogam diretamente com os textos da aula, que abordam a escolarização da população negra, suas exclusões e estratégias de acesso à educação.

A escolha da música permite introduzir a discussão sobre a educação do negro não apenas como um tema do passado, mas como uma questão histórica que se prolonga no presente, marcada por desigualdades persistentes. Além disso, contribui para problematizar o papel da escola na reprodução ou no enfrentamento do racismo, articulando história, memória e experiência social.

Pergunta freireana

De que maneira a escola participou — e ainda participa — da produção das desigualdades raciais no Brasil, e como pode se tornar um espaço de enfrentamento dessas desigualdades?

Bibliografia básica:

a) SILVA, Adriana Maria Paulo da. A escola de Pretextato dos Passos e Silva: questões a respeito das práticas de escolarização no mundo escravista. In: Revista Brasileira de História da Educação. N° 4, jul/dez 2002. https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rbhe/article/view/38726

b) BARROS, Surya Aaronovich Pombo. Discutindo a escolarização da população negra em São Paulo entre o final do século XIX e início do século XX. Brasília: MEC, 2005. https://www.dropbox.com/s/hwp083kh4tt8nw9/EDUCACAO_NEGRO_UNESCO.pdf?dl=0

c) GOMES, Lino Nilma. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2017/03/Alguns-termos-e-conceitos-presentes-no-debate-sobre-Rela%C3%A7%C3%B5es-Raciais-no-Brasil-uma-breve-discuss%C3%A3o.pdf

d) Documentário: Tempo e História - Luiz Gama https://www.youtube.com/watch?v=oWMIsr2Tckk&ab_channel=TempoHist%C3%B3ria

e) Entrevista – Profa. Dra. Nilma Lino Gomes – CULTNE - Histórias do Pós-Abolição - Nilma Lino Gomes – UFMG.

 Pedagoga, tornou-se a primeira mulher negra do Brasil a comandar uma universidade pública federal, ao ser nomeada reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), em 2013. Tem se posicionado, frequentemente, na luta contra o racismo no Brasil. Em 2 de outubro de 2015 foi nomeada pela presidente Dilma Rousseff para ocupar o novo Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, que uniu as secretarias de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial, Direitos Humanos e parte das atribuições da Secretaria-Geral. Permaneceu no cargo até o dia do afastamento de Dilma pelo Senado Federal. Realizada em 11 de setembro de 2019 - https://www.youtube.com/watch?v=9g2u6v49HY4&ab_channel=CultneAcervo

Atividade Individual 4

Dia 21 – Feriado - Tiradentes

Dia 28 (Aula 7)Tema 4 - Sujeitos da Educação (professores(as), alunos(as), imigrantes,  e etc.)

Música de abertura - “Diáspora” – Tribalistas

Justificativa

A música “Diáspora” aborda os deslocamentos humanos, os sentimentos de pertencimento e desenraizamento e a construção de identidades em trânsito. Ao tratar da experiência de viver entre lugares, culturas e fronteiras, a canção permite introduzir a discussão sobre estudantes migrantes e povos indígenas como sujeitos historicamente atravessados por processos de deslocamento — forçados ou voluntários — e por disputas em torno do reconhecimento de suas culturas e modos de vida.

No contexto da aula, a música dialoga com os textos propostos ao evidenciar que a escola não é um espaço neutro, mas um lugar onde se produzem tensões entre inclusão e exclusão, reconhecimento e silenciamento. Assim, a canção contribui para sensibilizar os estudantes e abrir a reflexão sobre as experiências de mobilidade, identidade e desigualdade no espaço escolar.

Pergunta freireana

Como a escola tem lidado com as diferenças culturais e experiências de deslocamento: reconhecendo esses sujeitos ou tentando enquadrá-los em um modelo único de educação?

a) Atividade: Assistir ao filme “Entre os Muros da Escola"

Sinopse - O filme “Entre os muros da escola” retrata o ambiente escolar na sua totalidade, uma escola francesa, onde em uma sala de aula com alunos entre 13 e 15 anos, adolescentes com suas questões, esse grupo é composto por negros africanos, latino-americanos, asiáticos e franceses.

O professor François Marin, interpretado por François Bégauden, que é também autor do livro de mesmo nome do filme, tem como meta fazer com que os alunos, além de aprenderem o idioma pátrio francês, assumam uma postura de turma homogênea, tarefa quase impossível dado a diferenças dos alunos no que diz respeito à multiplicidade comportamental da classe, pela formação cultural, econômica e, sobretudo racial.

Ele chama a atenção dos alunos para participação do processo ensino/ aprendizagem, mostrar que eles estão realmente aprendendo. Nos conselhos escolares, busca valorizar o que cada aluno tem de bom, procurando entender também o que leva ou levou o aluno ao ato de indisciplina (caso do Soyleumane).

No Conselho de Classe os professores discutem sobre o desempenho dos alunos, avaliando os mesmos, e fazem um planejamento. O conselho conta com participação de duas integrantes da turma, supostamente para ajudar, mas não é isso que acontece, pois elas dão muitas risadas, tirando a atenção dos professores.

O filme francês se destaca para nós brasileiros com um problema bem pessoal de países que recebem imigrantes seja pelo xenofobismo exacerbado, contra imigrantes ou contra pessoas vindas de ex-colônias, um caso isolado é o do estudante e de origem chinesa que tem certa aceitação por parte da escola pelo esforço de aprender a língua francesa e o drama da deportação da família por estarem ilegais no país e os professores temem pela perda do aluno, tentando ajudá-lo.

O filme tem muitos pontos de contato com a realidade brasileira, cito: O conflito entre professores e alunos, a agressividade dos educandos, a falta de interesse dos mesmos em relação aos estudos e a não obediência ao educador; com o conflito do professor que para impor sua autoridade leva um aluno (Soyleumane) ao Conselho de Disciplina, mesmo sabedor de que este ato será irreversível e provocará a expulsão dele e sua entrada na marginalidade social.

Essa realidade nos leva a repensar sobre o papel da influência do professor no presente e futuro dos alunos, e que devemos sempre nos manter em equilíbrio e servirmos de bom exemplo e de guia para nossos alunos, mesmo que não sejamos recompensados por isso.

Atila Raphael e Arindo Siston Junior

Pessoas sentadas ao redor de uma mesa

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Bibliografia básica:

1)DAYRELL, João Guilherme. Entre os muros da escola: exílio, multiculturalismo e zonas de contato. Interdisciplinar. Ano 5, v. 10, jan-jun de 2010, p. 405-416. https://seer.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/1281

Atividade: elabore 3 ideias interessantes retiradas do texto ou do filme. (Atividade individual 5)

Maio

Dia 05 (Aula - 8) – Tema 5 – Mulheres na Educação e a História da Formação no magistério

Bibliografia básica:

a) VILLELA, Heloísa. O mestre escola e a professora. In: LOPES, Eliane Marta Teixeira; FARIA FILHO, Luciano Mendes; VEIGA, Cynthia Greive (Orgs.). 500 anos de Educação no Brasil. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2000. https://www.dropbox.com/s/9386hn994kbf1fd/O%20mestre-escola%20e%20a%20professora.pdf?dl=0

b) BRUSCHINI, Maria Cristina Aranha; AMADO, Tina. Estudos sobre mulher e educação: algumas questões sobre o magistério. Cadernos de Pesquisa [online]. 1988, n.64, pp.4-13. http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S0100-15741988000100001&script=sci_abstract

c) NUNES, Míghian Danae Ferreira. Histórias de ébano: professoras negras de educação infantil da cidade de São Paulo. Dissertação de Mestrado. USP, 2012.

https://www.dropbox.com/s/b1mn4sn26x7rnsq/MighianDanaeFerreiraNunes.pdf?dl=0

d) BARRETTO, Elba Siqueira de Sá. Políticas de formação docente para a educação básica no Brasil: embates contemporâneos. Revista Brasileira Educação. (online). 2015, vol.20, n.62, pp.679-701. https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S141324782015000300679&script=sci_abstract&tlng=es

e) LAPO, Flavinês Rebolo e BUENO, Belmira Oliveira. Professores, desencanto com a profissão e abandono do magistério. Cadernos de Pesquisa, mar. 2003, no.118, p.65-88. www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n118/16830.pdf

• Atividade: Escolha o texto e ou vídeo. Elabore 3 ideias interessantes. (Atividade individual 6)

Dia 12 (Aula 9) - Tema 6 - Educação Inclusiva

Bibliografia Básica:

1)PAIVA, Cavalcante Marinho; BENDASSOLLI, Pedro F. Políticas sociais de inclusão para pessoas com deficência social. Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 23, n. 1, p. 418-429, jan. 2017. http://periodicos.pucminas.br/index.php/psicologiaemrevista/article/view/16701

2) NASCIMENTO, Suzete Viana. Políticas públicas para educação especial na perspectiva da educação inclusiva no Brasil. https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/17827_7668.pdf

3) Vídeo – As Cores da Flores. www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=s6NNOeiQpPM

A seguir, confira sete sites de instituições que visam orientar, na prática, professores e pais sobre a inclusão no ambiente escolar.

4) Sites: a) – Autismo e Realidade - A ONG foi fundada em 2010, por pais e educadores, para difundir informações e eliminar preconceitos acerca do autismo. Aos professores, o site oferece manuais gratuitos para a adaptação das crianças do espectro autista à escola e para uma educação individualizada. Já para os pais, há cartilhas que preparam a criança para a vida escolar e para situações como o retorno às aulas; b) – Movimento Down - Aprendizado em um ritmo mais lento e a dificuldade de concentração podem ser dificuldades apresentadas pelos estudantes com síndrome de Down, durante a vida escolar. O projeto oferece uma seção de dicas para pais e educadores com sugestões para facilitar a aprendizagem de pessoas com deficiência intelectual em diferentes etapas da vida escolar, como Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio; c) – Projeto Diversa - “Educação inclusiva na prática” é o tema do Projeto Diversa. A organização disponibiliza gratuitamente em seu site estudos de caso, vídeos, relatos de educadores, artigos, notícias, e-books, entre outros materiais de referência; d) – Centro de Apoio a Professores com Alunos Inclusivos (CAPAI) - O CAPAI foi fundado pelo educador Emílio Figueira que, por conta da paralisia cerebral adquirida durante o nascimento, tem problemas de fala e movimento. A iniciativa reúne perguntas e repostas para professores sobre o tema, um curso online de formação de professores, além de materiais gratuitos e e-books; e) – Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) - A ABDA é uma associação de pacientes com o objetivo de disseminar informações sobre o Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). Para os professores, o site da instituição oferece estratégias a serem adotadas em sala de aula para melhorar a atenção dos alunos e diminuir os prejuízos decorrentes de comportamentos hiperativos, facilitando a aprendizagem por tabela; f) – Apae-Bauru - A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) da cidade de Bauru (SP) participou da elaboração da cartilha “Tecnologia Assistiva nas escolas”. O documento oferece sugestões e diretrizes de estimulação sensorial, lazer e recreação, comunicação alternativa, recursos pedagógicos, mobiliário e até transporte escolar; g) – Unicef – Projeto Incluir Brincando - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apoiou a elaboração da Coleção Incluir Brincando. Ela reúne materiais destinados aos profissionais que trabalham na Educação Infantil com os temas desenvolvimento inclusivo, brincar e infância. O projeto agrega referenciais teóricos e práticos para promover o desenvolvimento integral das crianças por meio de atividades lúdicas.

• Atividade: Escolha o texto, vídeo, sites. Elabore 3 ideias interessantes. (Atividade individual 7)

Dia 18 (Aula 10) – Unidade II - O lugar da escola na sociedade brasileira.

Tema 1 - Escola Nova, Estado Novo e Reforma Capanema: educação e projeto de nação

Atividade 1 - Música de abertura - Aquarela do Brasil – Ary Barroso

Justificativa da música

Símbolo do nacionalismo cultural varguista, ajuda a discutir a articulação entre cultura, identidade nacional e projeto educacional centralizador.

Pergunta freireana

A educação pode construir uma nação sem silenciar as diferenças sociais, regionais e culturais?

Bibliografia

a) CARVALHO, Marta Maria Chagas. Notas para reavaliação do movimento educacional brasileiro (1920-1930). Cadernos de Pesquisa Fundação Carlos Chagas, n. 66, 1988. http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/1201/1207

b) VIDAL, Diana. 80 anos do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova: questões para debate. Educação e Pesquisa 39 (3), 2013. https://www.scielo.br/j/ep/a/L9NXYsJMYvyRSvPfPxZRgSq/?format=html&lang=pt

c) MONTALVÃO, Sérgio de Sousa. Gustavo Capanema e o Ensino Secundário no Brasil: a invenção de um legado. Revista História da Educação (Online), 2021, v. 25 https://www.scielo.br/j/heduc/a/Y9mMQd66DF8Gdr8NpwRbBhB/?lang=pt

d) Video: Lourenço Filho, Anísio Teixeira e Fernando de Azevedo Por Diana Vidal. https://www.youtube.com/watch?time_continue=1578&v=Up6x4qO0qdI&feature=emb_title

Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes retiradas do texto ou do vídeo. (Atividade individual 8);

Dia 26 (Aula - 11) – Trabalho Final e Tema 2 - Reforma Capanema Educação e na Ditadura Militar Brasileira, Lei 5692/71

1)      Trabalho Final

Para a finalização da disciplina Introdução aos Estudos da Educação: enfoque histórico, apresento uma lista de filmes como referência para realizar o trabalho final. 

Observem que os filmes abordam de forma direta e ou indireta alguns aspectos dos temas que compõem o programa do curso e ou foram discutidos na sala de aula. A partir da lista elaborada:

1)         Selecionem um dos filmes;

2)         Eles podem ser encontrados, na sua grande maioria no youtube, ou em plataformas de streaming;

3)         Elaborem uma sinopse geral do filme, apresentando: o título, diretor, produção (país), ano, temática e os principais atores e atrizes;

4)         Façam uma análise do filme sobre algum aspecto ou dimensão que avaliarem como relevante para produzirem uma análise utilizando a bibliografia do curso;

5)         Sintam-se livres para escrever o que considerem pertinente de acordo com as temáticas e discussões realizadas no curso; 

6)         O trabalho deve ter no mínimo 4 páginas e no máximo 10 páginas

2) Música de abertura

“Cálice” – Chico Buarque (em parceria com Gilberto Gil)


Justificativa

A música “Cálice” constitui uma das expressões mais emblemáticas da crítica ao regime militar brasileiro, marcada pela censura, pela repressão e pelo silenciamento das vozes dissidentes. A própria construção da canção — que joga com o duplo sentido entre “cálice” e “cale-se” — revela os mecanismos de controle da palavra e da expressão durante a ditadura.

Ao ser utilizada como abertura da aula, a música permite introduzir o debate sobre o período autoritário não apenas em termos políticos, mas também culturais e educacionais, evidenciando como o controle social se estendia para diferentes esferas da vida, incluindo a escola. Nesse sentido, dialoga diretamente com as reformas educacionais analisadas na bibliografia, como a Reforma Capanema e a Lei 5.692/71, que, embora inseridas em contextos distintos, expressam projetos de organização da educação vinculados a interesses políticos, econômicos e ideológicos.

A canção contribui, portanto, para sensibilizar os estudantes quanto ao caráter não neutro da educação, evidenciando que, em contextos autoritários, a escola pode atuar como espaço de disciplinamento, formação de mão de obra e reprodução de determinadas visões de mundo, ao mesmo tempo em que pode também se constituir como espaço de resistência e crítica.

Pergunta freireana

Que tipo de sujeito a escola buscou formar nos períodos do Estado Novo e da ditadura militar — e a serviço de qual projeto de sociedade?

Bibliografia básica:

a) BOMENY, Helena M. B. Três decretos e um ministério: a propósito da educação no Estado Novo . In.: PANDOLFI, Dulce (Org.) Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 1999. P-137-166. http://cpdoc.fgv.br/producao_intelectual/arq/142.pdf#page=129

b) FILHO, João Cardoso Palma. A Educação Brasileira no Período de 1930 a 1960: a Era Vargas. UNIVESP-SP https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/107/3/01d06t05.pdf

c)BOUTIN, Aldamira Catarina Brito Delabona; CAMARGO, Carla Roseane Sales. A Educação na ditadura militar e as estratégias reformistas em favor do capital. EDUCERE, outubro de 2015. https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/18721_8156.pdf

d)CUNHA, Luiz Antonio. O legado da ditadura para a educação brasileira. Educação e Sociedade. Campinas, v. 35, n. 127, p. 357-377, abr.-jun. 2014. https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010173302014000200002&script=sci_arttext&tlng=pt

e) Documentário: 1964 O Golpe – é a primeira reportagem da série 1964 e trata do golpe civil militar propriamente dito com a ajuda de pesquisadores Jorge Ferreira (UFF), Carlos Fico (UFRJ), Luiz Moniz Bandeira (Universidade de Heidelberg) e João Roberto Martins Filho (UFSCAR), a UNIVESP TV conta como foram os meses finais do governo João Goulart (1961-1964), culminando na deposição que levou o país a uma ditadura de 21 anos. Qual Brasil coube Goulart governar? Quais foram os fatos que levaram ao golpe? Por que o presidente não resistiu? Essas são as perguntas que a reportagem tenta responder. https://www.youtube.com/watch?v=EVwlepPYp_o

• Atividade: Escolha o texto e ou vídeo. Elabore 3 ideias interessantes. (Atividade individual 10)

Junho

Dia 2 (Aula 12)  - Tema 3 – Paulo Freire, Movimentos populares de Educação de Jovens e Adultos

Bibliografia Básica

a) BICCAS, Maurilane de S; SENE, Vinicius. As políticas governamentais para a formação de professores para a alfabetização de jovens e adultos na ditadura militar (1964-1985). Revista História Educação. 2026, v. 30.

https://mail.google.com/mail/u/0/?ogbl#inbox/FMfcgzQgLFrBgskRXCNXKLSzXLXqhqjr?projector=1&messagePartId=0.1

b) FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança. Um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, p. 15-82; p. 105-181. https://cpers.com.br/wp-content/uploads/2019/09/10.-Pedagogia-da-Esperan%C3%A7a.pdf

c) ARROYO, Miguel G. Paulo Freire: outro paradigma? Paulo Freire: outro paradigma pedagógico? Educação em Revista. Belo Horizonte. Dossiê – Paulo Freire: O Legado Global. v.35. 2019 https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-46982019000100202&script=sci_abstract&tlng=fr

d) Vídeo – Paulo Freire: série Maestros da América Latina. Educacion CTERA https://educacion.ctera.org.ar/serie-maestros/

• Atividade: Escolha o texto e ou vídeo. Elabore 3 ideias interessantes. (Atividade individual 11)

Dia 09 (Aula - 13) – Tema 4 – Políticas Neoliberais para a educação brasileira

Bibliografia básica:

a) LOPES, Ediane Carolina Peixoto Marques; CAPRIO, Marina. As influências do modelo neoliberal na educação. https://www.fclar.unesp.br/Home/Departamentos/CienciasdaEducacao/RevistaEletronica/edi5_artigoedianelopes.pdf

b) MAUÉS, Olgaíses Cabral. Reformas internacionais da educação e formação de professores. Caderno de Pesquisa No. 118, Mar 2003. https://www.scielo.br/j/cp/a/R7cbbYVF3RwC5wn3vBp4Ndw/abstract/?lang=pt

c) Vídeo – Neoliberalismo na Educação. https://www.youtube.com/watch?v=gx-gtRTifk4&ab_channel=LaraKeyla

Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes retiradas dos textos e vídeo. (Atividade individual 12)

Dia 16 (Aula 14) - Tema 5 - Reformas Educacionais do Século XXI: movimentos sociais e os novos sujeitos da educação

Bibliografia básica:

a) OLIVEIRA, Dalila Andrade. As políticas educacionais no governo Lula: rupturas e permanências. RBPAE – v.25, n.2, p. 197-209, mai./ago. 2009. https://seer.ufrgs.br/rbpae/article/view/19491

b) FRIGOTTO, Gaudêncio; Ciavatta, MARIA; RAMOS, Marise. A Politica de Educação Profissional no Governo Lula: um percurso histórico convertido. Educação & Sociedade, Campinas, vol. 26, n. 92, p. 1087-1113, Especial - Out. 2005 https://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0101-73302005000300017&script=sci_arttext

Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes retiradas dos textos. (Atividade individual 13)

Dia 23(Aula – 15) – Seminário de Apresentação e Entrega do trabalho final.

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